ANDRADE JORGE POESIAS
[Most Recent Entries]
[Calendar View]
[Friends]
Below are the 7 most recent journal entries recorded in
anjor7250's LiveJournal:
| Friday, November 4th, 2005 | | 12:07 pm |
A VIDA É ... A vida pode ser o que você quiser, vida criança, vida homem, vida mulher, com esperança, com alegria com choro e desaforo; Assim a vida é, a vida é prosa, rosa sem cor, é vadia, na pele da menina, na esquina, debaixo da luz fina; A vida é traição, onde Judas mestre milenar por ganância e opção, sempre tem mais um prá sacrificar; A vida é história antiga, que uma mão amiga começou a escrever, que muitos não podem ler; A vida é bandida, na mão armada do meliante, manda e desmanda, impõe respeito, ninguém oprime, nem reprime, não tem jeito, ai está o Estado Maior do crime; A vida é um mal, mas a verdadeira doença não está dentro do hospital; A vida é política, onde o povo paga prá ver, homens de fala mansa, colarinho, gravata, no palanque, bravata na doce demagogia barata; A vida é modismo tem pearce e tatuagem, tá no rock, tá na letra, nova roupagem, quem não entra é careta; A vida é trabalho é suor, paixão, canseira, mas cadê a produção? no campo ou na cidade, cortina de fumaça na verdade, quem vê a cor do dinheiro é o improdutivo banqueiro; A vida é sola de pé do andante, retirante abatido, tem cheiro de morte na trilha seca do chão batido deste agreste sem sorte, assim a vida assim é .... ANDRADE JORGE Direitos autorais registrados Fundação Biblioteca Nacional Dez/03 | | Monday, August 29th, 2005 | | 8:03 pm |
SOMBRAS DA VIDA
AS SOMBRAS DA VIDA, PARECE QUE ME ACOMPANHAM, QUANDO O SOL COMEÇA A BRILHAR, EIS QUE SURGE NOVA FERIDA, QUANDO VISLUMBRO NO HORIZONTE UMA FINA LUZ DE ESPERANÇA, PERCEBO A PESADA MÃO DO DESTINO A BRINCAR, FEITO CRIANÇA, E EM TRESLOUCADO DESATINO, MEXE COM MEU VIVER, COM MEU SER, AS IDÉIAS PASSAM, VOAM, BAILAM, PARECE QUE NUNCA TEM FIM, ESSE TÚNEL DENTRO DE MIM, É PARAR NO TEMPO NOVAMENTE VER, OUVIR, FALAR ... PROCURAR UM JEITO, UMA SAÍDA, PARA, NÃO SEI COMO, RECOMEÇAR, TALVEZ NUM NOVO AMANHÃ SEM AS SOMBRAS DA VIDA ... 05/01/04 Andrade Jorge direitos autorais reservados | | Friday, August 26th, 2005 | | 4:07 pm |
VIRA VIROU O POLYTHEAMA VOLTOU
ALÔ ARCO IRIS VIRA, VIROU O POLLYTHEAMA VOLTOU Abrindo a cortina do passado, cenário de encanto e sedução, em festa dando um banho de cultura, sorrisos e aplausos na Barão. Num lindo tema genial, renasce em nosso pólo cultural o sonho do artista em fantasia na doce ilusão do carnaval. Rebola vedete no teatro de revista, brilha a ribalta, Hollywood no telão, o samba relembrando a Grécia antiga, sublime fonte de inspiração. Batalha de confete e serpentina, lança perfume, água de cheiro no ar, verde que te quero verde, sou verde rosa e o show vai começar. Baila ...Baiana, gira o rendado com seu gingado, neste embalo, eu também vou ... eu vou, A Arco-Íris na magia dos cem anos Pollytheama hoje é vira ...virou. 1998 Letra de um samba de enredo de autoria deste poeta, no carnaval de 1998, em homenagem ao cine Teatro Pollytheama da cidade de Jundiaí, que naquele ano completava 100 anos de existência. O Pollytheama é uma referência de cultura na cidade. Andrade Jorge Direitos Autorais reservados Registro Fundação Biblioteca Nacional/RJ | | Monday, July 18th, 2005 | | 6:42 pm |
DOR
Vamos falar de dor. Não! não quero falar de dor física, e sim aquela que golpeia fulminantemente nossos sentimentos. É a dor d'alma, do espírito, é a dor da emoção no contraponto da razão, feito furacão, tornado, tsunami ou um predador alienígena, invade-nos, acusa, sentencia e executa o castigo, que nem sempre é letal, porém contínuo, doloroso, esse é o objetivo do fragelo da dor. Mas de onde vem esse juiz implacável? Ah! eis a questão. Esse magistrado com requintes de crueldade vem de um lado sombrio da galáxia chamada Consciência. O palco dessa guerra silenciosa situa-se nos confins dos neurônios. Os fantasmas do apocalipse reaparecem, abrem o portal da existência e na tela dos fatos a imagem surge plena, o ato falho cometido exposto sob luzes. E a todo momento, a todo instante, perenemente os carrascos estarão ali lembrando, lembrando, lembrando, e o dedo acusatório circulará pela cabeça entre os complicados sistemas do cérebro, sempre lembrando, lembrando, lembrando, e essa lembrança martelará, martelará, martelará, até que a pena seja totalmente cumprida, ai estará livre. Mas quando termina? bem, somente com a morte física. Escrito por: Andrade Jorge 18/07/2005 | | Saturday, July 16th, 2005 | | 4:01 pm |
PARALELO
Andrade Jorge http://andradejorge.zip.netPARALELO Os rios correm pro mar, ultrapassando barreira, obstáculo, a mão não pode deter, nem represar, a magia desse divino espetáculo. Correm mansos, ou acelerados, em leito estreito, largo, raso ou fundo, passam por cidades, vilas e povoados, derramando vida neste mundo. Observando esse movimento milenar, estabeleço um paralelo inverso, fluente, o rio perenemente procura o mar, eu volteio por aí, mas sempre volto à nascente. 22/04/05 | | 3:56 pm |
ENCANTO E DESENCANTO Andrade Jorge http://andradejorge.zip.net Éclate cette voix chanteur, Explose dans le son, Le cri de mon coeur, Mes rêves et illusions, Mes enchantement et désenchantement, Mes peurs et secrets, Le pleur et ma douleur; Éclate cette voix chanteur, Et dans le rythme de cette mélodie, Rime riche qui irradie, Lettre pure de magie Pour faire taire dans la poitrine Cet amour sans fin, Qui domine mon vouloir. Éclate cette voix artiste, Apporte de retour la joie de vivre, Mais si je pleurer Tu n’ inquiètes pas non, Continue la chanson, L’ amour est ainsi envahit l’ âme, Comme flash qui étincele et dans Le brillant de cette lumière, Fasse l’espoir renaître Compagnon de ma solitude. Éclate cette voix acteur, Interprète ma scène, et Dans ce théâtre vie pleine, Parce que j’ ai besoin, J’ai besoin de beaucouop trouver ma paix ... Traduzido para Francês Por Luiza Ávila Current Mood: artistic | | 3:44 pm |
ATRIZ
Autor: Andrade Jorge ATRIZ Meu castelo, meu sonho dourado, diamante brilhante, meus ideais, projetos de um mundo encantado, vejo agora foram irreais, alicerçados, construídos em terreno arenoso, parede de vidro, telhado poroso, desabou, ruiu, caiu manso, silencioso, procurei nos escombros os meus enganos, os erros do meu plano, mas o “fog” do destino continuava presente à minha visão, cego nada via, nem aqui, nem ali, andei, rodei nas curvas, às tontas desisti; desolado vaguei entre os perdidos, mergulhei e nadei em águas gélidas, turvas, iludido embarquei no barco dos esquecidos, na mão, passagem de ida sem volta, assim a deriva a solidão encontrou-me então, sorriu-me e fez-me escolta, nos caminhos que caminhamos, nas trilhas que trilhamos, as marcas, rastros, vestígios não se apagavam no tempo, porque a amargura que junto seguia em cada passo a dor se refazia; cansado sentei-me à beira do nada, chorei por tudo que não fiz, tardiamente descobri infeliz, que a vida é uma notável atriz, o que hoje sou, ela com brilho encenou. http://andradejorge.zip.netdireitos autorais registrados Fundação Biblioteca Nacional Rio de Janeiro/Brasil |
|